Luiz M. Calegari

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APRENDIZAGEM - 5   -   7° Ano - O Brasil dos Migrantes

É raro encontrar quem nunca foi migrante um dia. Na sala de aula, na rua, em seu bairro, se fizer uma pesquisa terá uma surpresa, a maioria foi ou é um migrante.

O Migrante:  é todo aquele que se desloca de um lugar para outro, seja para ficar no novo endereço de forma definitiva ou temporária.

O maior movimento de migrantes em nosso país é de forma temporária, sejam a passeio, trabalho, estudos, tratamentos de saúde, negócios diversos, lazer, entre outros.

Houve períodos da história que os movimentos migratórios de forma definitiva foram intensos, como a vinda de europeus e asiáticos para nosso país. Este migrante, geralmente sai da sua origem por diversos fatores, o mais comum é buscar melhores condições de vida, ou seja, fator econômico, há também aqueles por motivos religiosos, perseguidos de alguma forma, por motivos de saúde e também quando a pessoa se aposenta vai em busca de lugares que lhe darão maior prazer, segurança e benefícios para a saúde de forma geral.

Um outro tipo de migrante é aquele que pertence as migrações pendular, diária, periódica, que sai de seu local se dirigindo a outro de forma freqüente, constante, sempre para o mesmo lugar. Ex: estudantes que cursam em cidades vizinhas, trabalhadores das regiões metropolitanas que se dirigem para o centro da metrópole e vice versa. 

Entre os migrantes existem semelhanças e diferenças. Caro aluno, se você e sua família são migrantes, as diferenças e semelhanças entre os percursos dos seus familiares e outros migrantes que você conhece está na origem, nas forma de deslocamentos, no grau de dificuldade para chegar ao destino, na adaptação e nos motivos desta migração. 

É possível identificar regiões que ocorrem ou ocorreram maior saída de pessoas, na segunda metade do século XX o pólo de atração era São Paulo e vinham dos estados nordestinos, de Minas Gerais e Paraná. Hoje o fluxo começa a se inverter, muita gente sai de São Paulo com destino ao interior. Tanto um como outro tem os motivos que levou o cidadão migrar e também as oportunidades encontradas ou não no local de destino.

O mapa da página 47 do Caderno do Aluno 2º semestre mostra que, durante três anos, o trabalhador rural Elias dividiu seu tempo entre Santo Antônio dos Lopes (MA) e Ibaté (SP).

Veja que em sua origem trabalhava numa lavoura de subsistência, onde os rendimentos são muito limitados, sua transferência para Ibaté, em São Paulo foi justamente para ampliar seus rendimentos trabalhando na colheita da cana de açúcar. No Maranhão ele ficava apenas dois meses e em Ibaté 10 meses.

Este vai e vem do Elias representa um exemplo de situação vivida por muitos brasileiros. Trata-se de trajetórias marcadas por um movimento pendular entre dois pontos definidos no espaço: de um lado, o espaço de residência da sua família, que vive em algum sítio mantido pela roça de subsistência; de outro, o espaço da produção agrícola comercial, para onde o trabalhador se dirige na época da colheita. Mostra que, durante três anos, o trabalhador rural Elias dividiu seu tempo entre Santo Antônio dos Lopes (MA) e Ibaté (SP).

O mapa da página 48 do Caderno do Aluno 2º semestre,  mostra que Adalto, outro trabalhador rural, sempre migrou com sua família. Observamos que neste caso os períodos de permanência no destino foram muito maiores que do migrante Elias.

O primeiro deslocamento realizado por essa família se deu entre os municípios de Riachão do Jacuípe e Pintadas, ambos localizados no Estado da Bahia. Em Pintadas, a família trabalhou em roças de subsistência durante 17 anos.

Depois o deslocamento se deu entre Pintadas (BA) e Motuca (SP), onde a família permaneceu  durante 8 anos trabalhando na colheita de cana-de-açúcar.

Retornando,  a família passou dois meses em Pintadas, na Bahia, trabalhando em roças de subsistência, e retornou para São Paulo, estabelecendo-se, dessa vez, em Santa Bárbara D’Oeste.

As migrações de Adalto e sua família representa um exemplo de trajetórias marcadas pela permanência, quando os trabalhadores durante um longo intervalo de tempo se fixam com a família no local escolhido para o destino.

Os migrantes sazonais são aqueles que deixam seu local de origem para trabalhar durante alguns meses e depois retornam. 

Os migrantes permanentes são aqueles que buscam se estabelecer fora de seu lugar de origem e sua trajetória pode envolver diversos deslocamentos.

Observe atentamente a coleção de mapas abaixo para responder às questões a seguir. A coleção de mapas, Migrações internas no Brasil, 1995-2000, mostram os fluxos migratórios entre 1995 e 2000, observamos que o fluxo de migração inter-regional mais intenso teve origem na região Nordeste. Esse fluxo foi causado pela elevada concentração de pobreza e pelo baixo dinamismo econômico nos Estados nordestinos.

Por outro lado podemos ver que o fluxo mais intenso de migrantes com destino à região Sul, partiu da região Sudeste. Esse fluxo foi causado pela oferta de trabalho no campo e nas cidades médias.

Esse deslocamento se foi em direção à Região Nordeste. Trata-se do fenômeno conhecido como “migração de retorno”, uma vez que a maior parte desse fluxo é de pessoas de origem nordestina que estão voltando para sua região.

A coleção de mapas também nos mostra o número de migrantes de cada uma das regiôes brasileiras, veja a classificação de 1 a 5, da que recebeu o maior número até a de menor número de migrantes.

  1. Região Sudeste (1.546.192).
  2. Região Nordeste (623.960).
  3. Região Centro-Oeste (593.459).
  4. Região Sul (338.043).
  5. Região Norte (318.464).

5.-Explique a diferença entre o fenômeno representado na coleção de mapas Migrações internas no Brasil, 1995-2000 e o fenômeno representado nos mapas de trajetória dos trabalhadores rurais Elias e Adalto.

É interessante observarmos a diferença que existe entre os mapas das página 47 e 48, com a da página 50 do Caderno do Aluno 2º semestre. A diferença que notamos é a de que  a coleção de mapas da página 50 é uma representação geral dos fluxos populacionais. Por sua vez, os mapas das páginas 47 e 48 são representações de trajetórias individuais e/ou familiares, mas que revelam maneiras diferentes de ser migrante.

Quanto a origem de cada um da sua turma de classe ou de pessoas que por ventura tenha entrevistados  a maior saída depende dos fatores responsáveis pela migração, tanto no que se refere às condições de vida nos locais de origem quanto às novas oportunidades nos locais de destino.

Comparando a migração de familiares ou pessoas que você faça uma entrevista, verá que existirá alguma semelhança entre eles, sejam pelas razões da migração, do local de origem, do local de destino, das pretensões de cada um ao chegar. Os mais antigos migrantes brasileiros tinham em sua maioria como destino o estado de são Paulo, com predominância para a capital e vinham do Nordeste, de Minas gerais e Paraná, em sua maioria, pois o Estado de São Paulo é um grande pólo de atração populacional. Nas últimas décadas, no entanto, ocorrem com maior freqüência fluxos mais intensos entre as cidades paulistas.

Fontes:

Caderno do Aluno 7º Ano segundo semestre

Caderno do Professor 7º Ano segundo semestre

Professor:  Luiz Maximo Calegari

Licenciado em Geografia, pós graduado em Docência no Ensino Superior

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