Luiz M. Calegari

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PERSPECTIVAS DO ESPAÇO AGRÁRIO BRASILEIRO – Situação de Aprendizagem 8

Leitura e análise de mapa

Os mapas das páginas 72 e 73 do caderno do aluno Volume 2, identificaremos as transformações que ocorreram na distribuição geográfica e na intensidade da atividade pecuária entre 1995 e 2006, como segue: a distribuição geográfica da atividade pecuária no período de 1995 a 2006, ocorreu uma expansão em direção à Região Norte, principalmente aos Estados de Rondônia e Pará, além da Região Nordeste, com destaque para os Estados da Bahia, de Sergipe, de Alagoas, de Pernambuco e do Maranhão. A Região Centro-Oeste se destaca pela maior intensificação da atividade pecuária no período observado.

Algumas causas e consequências foram responsáveis por essa transformação, assim, tanto a expansão como a intensificação da atividade pecuária resultam de novos investimentos realizados no setor, que transformaram o Brasil em um dos maiores exportadores mundiais de carne bovina. Como consequência, é possível destacar o aumento do desmatamento para a criação das áreas de pastagem para o gado, especialmente nos ecossistemas amazônicos.

Leitura e análise de gráfico e tabela

1-O gráfico a seguir representa duas variáveis importantes para a compreensão da evolução recente da agropecuária brasileira: pessoal ocupado e número de tratores.

Analisando a evolução da variável pessoal ocupado entre 1970 e 2006 vamos encontrar dados bem interessantes, visto que o pessoal ocupado nas atividades agropecuárias aumentou no período entre 1970 e 1985, mas diminuiu entre 1985 e 2006. Essa realidade é a consequência da mecanização do campo.

Veja que o número de tratores utilizados no campo brasileiro aumentou significativamente durante o período, e mais tratores diminui a necessidade da ocupação de mão de obra. É o resultado da evolução tecnológica em diversos setores da economia.

Podemos estabelecer uma relação entre o comportamento dessas duas variáveis ao longo do período abordado no gráfico, como segue:

O aumento do uso de tratores indica avanço da mecanização rural. Nas fazendas mecanizadas, parte do trabalho antes realizado pelas pessoas (como a semeadura, a colheita e a preparação da terra) passa a ser realizado por tratores, colheitadeiras etc. Assim, o aumento do número de tratores geralmente resulta em diminuição do pessoal ocupado. Isso decorre da substituição da agricultura tradicional, que emprega mais trabalhadores, pela agricultura mecanizada.

Neste caso observamos também uma mudança no perfil do trabalhador rural porque a modernização da agricultura, com a mecanização das lavouras, requer maior qualificação dos trabalhadores rurais, para que possam operar máquinas, tratores, colheitadeiras etc.

Observando as tabelas a seguir, que apresentam uma série histórica com dados de produtividade agrícola e da pecuária bovina no Brasil.


Se representarmos as tabelas acima em um gráfico de linhas  vamos descobrir que tanto na agricultura quanto na pecuária, observa-se incremento de produtividade entre 1975/1976 e 2006, porque na agricultura, a produtividade aumentou, pois cada hectare cultivado passou a produzir uma quantidade maior. Na pecuária, a produção por hectare também aumentou entre 1985 e 2006, a produção cresceu apesar da diminuição da área de pastagem.

Nós vimos anteriormente que as áreas ocupadas diminuíram e mesmo assim a produtividade aumentou, pois ocorreram ganhos de produtividade tanto na agricultura quanto na pecuária. Assim, mesmo com a diminuição da área, houve aumento da produção. Podemos aqui também afirmar que isto é consequência da evolução tecnológica que o campo está experimentando.

1.-Leia atentamente os relatos a seguir e busque identificar seus autores.

a)-Pequeno produtor

b)-Boia-fria

c)-Empresário do campo

d)-Trabalhador rural que participou do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST)

e)-Latifundiário

Para auxiliar você vamos responder o Relato 1. Faça o mesmo com os demais.

 

Relato 1: Empresário do Campo

Saio de casa todo dia ao amanhecer, dirigindo minha caminhonete equipada com rádio para entrar em contato com os fiscais das plantações. Percorro mais de cem quilômetros por dia, acompanhando o trabalho em minhas lavouras de cana, que se perdem de vista além da linha do horizonte.

Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.

 

Relato 2:

Começo a trabalhar às sete horas da manhã porque preciso cortar pelo menos dez toneladas de cana até o final do dia, utilizando o facão que afio na noite anterior. Coberto com roupas grossas, botas e luvas, sou responsável por cinco ruas do canavial, que devem estar no chão ao fim da tarde, estendidas em fileiras de 150 metros.

Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.

 

Relato 3:

Possuo um pedaço de chão, como costumo dizer. Trata-se de 35 hectares onde cultivo mandioca, mantenho uma vaca de leite, dez cabras e alguns porcos. De fato, o que garante o sustento de minha família é a castanha-de-caju que coleto no Cerrado e vendo na cidade mais próxima.

Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.

 

Relato 4:

Fui boia-fria até o dia que participei de uma reunião organizada pelo MST. Fiz parte da ocupação de uma fazenda no Pontal do Paranapanema e morei em um acampamento na beira da estrada por três anos, até que finalmente conquistei um lote no assentamento rural que foi criado na região.

Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.

 

Relato 5:

Moro na cidade e só visito o meu avô nas férias. Apesar de ser o herdeiro da maior fazenda do município, meu maior interesse é completar o curso de medicina e virar sócio da maternidade local. Meus dias no casarão da fazenda são muito tristes. Eu acho que a paisagem é muito monótona. Há poucos funcionários, poucos cavalos para passear e pouco trabalho para ser observado.

Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.

 

Na página 80 do caderno do aluno Volume 2, é solicitado a construção um diagrama com setas, indicando possíveis relações entre os autores dos relatos.

Neste diagrama você deverá indicar com setas as diversas associações de forma coerente entre os diversos perfis, como sugerimos a seguir:  o boia-fria se relaciona com o empresário do campo, que pode acabar comprando as terras do pequeno produtor para ampliar sua área cultivada ou para a ampliação de pastagens. O pequeno produtor que perdeu suas terras poderá se transformar em boia-fria, morando na cidade e trabalhando sazonalmente na colheita agrícola. Por sua vez, o trabalhador rural que participou do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra e conquistou seu lote de terra pode ser associado ao pequeno produtor

Observando as imagens apresentadas na página nº 82 do caderno do aluno Volume 2, vamos chegar a seguinte conclusão: a primeira delas é a de um congresso promovido pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). A segunda é a da marcha que encerrou esse congresso. Com base nelas, podemos observar que de acordo com a faixa em destaque na primeira imagem, a função mais importante da agricultura é produzir alimentos para as populações que vivem na cidade.

Na segunda imagem a faixa em destaque traz a importância da reforma agrária porque com a distribuição de terras, os trabalhadores rurais teriam o acesso às terras e às tecnologias necessárias para a produção desses alimentos.

 

Fontes:

Caderno do Aluno Volume 2

Caderno do Professor Volume 2

Professor:  Luiz Maximo Calegari

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