Luiz M. Calegari

Cada Click é um Mundo

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O MEIO NATURAL: O CONTEXTO DO SENHOR DOS VENTOS Aprendizagem 1 -  7a série/8o ano

Os mapas, Mapa-múndi medieval e Conceito cosmográfico de geógrafos cristãos e árabes, século XI da página 5 do Caderno do Aluno Volume 1 traz de forma clara do quanto o conhecimento da superfície terrestre era pequeno. No primeiro apenas três continentes estão representados, mesmo assim de uma forma que nada de a ver com a realidade do relevo e contornos daqueles territórios.

Podemos observar também que a influência religiosa era total na confecção do mapa, temo na parte superior a Ásia, onde se localiza Jerusalém e valorizando a terra Prometida.

As demais partes da superfície terrestre não foram contempladas nessa representação como: A América, a Oceania e a Antártida.

Nem é preciso esforço para percebermos que esses dois mapas revelam uma visão religiosa do mundo porque a Terra aparece no centro do mundo, e a cruz que simboliza Jerusalém ocupa lugar de destaque.

A Carta de Ebstorf, Gervásio de Tilbury, 1284 (cópia do Landesmuseum, Hanover) da página 7 do Caderno do aluno Volume 1, fornece alguma uma pista sobre a visão de mundo do autor porque traz uma impressionante riqueza de detalhes, o mapa representa o mundo como o corpo de Cristo, cuja cabeça, mãos e pés ultrapassam as margens circulares da moldura, rica em pormenores acerca de passagens bíblicas e de representações de terras mais distantes, como a África. Assim, o mapa também revela uma cosmovisão pautada pela religião.

Com a orientação de seu professor, você e seus colegas vão conhecer mais a respeito do astrolábio.

Em grupo, façam uma pesquisa sobre os seguintes aspectos:

Origem do astrolábio;

Tome Nota:

Se você se interessa por instrumentos utilizados antigamente em navegação, visite o site do Observatório Astronômico da Universidade Federal de Minas Gerais.

Disponível em:

<http://www.observatorio.ufmg.br/pas74.htm>.

Acesso em: 20 maio 2013.

A importância desse instrumento na história da navegação;

Os instrumentos atuais da navegação que substituem o astrolábio.

Leitura e Análise de Esquema e Mapa 

Os mapas e esquemas das páginas 9 e 10 do Caderno do Aluno Volume 1, nos mostram como os navegadores europeus, como Cristóvão Colombo, utilizando na época barcos a vela, movidos pela força do vento, faziam ou procediam para alcançar a América e depois regressar à Europa. Podemos perceber que na ida, os ventos sopravam a favor dos barcos e os ajudavam a se mover. Mas, na volta, se a força do vento era contrária, como os navegadores chegavam à Europa?  Analisando as figuras mencionadas acima chegaremos a de que os navegadores daquela época precisavam encontrar uma rota favorável para a volta necessariamente diferente do caminho que havia sido utilizado na ida. O debate é necessário para enriquecer esta conclusão: uma análise mais atenta da rota da esquadra de Colombo evidencia que o grande navegador se utilizou dos ventos alísios de nordeste para tomar o rumo das Américas e os ventos de sudoeste para retornar à Europa.

Na atualidade a realidade dos navios que fazem a viagem entre a América e a Europa não precisam fazer a mesma rota usada por Colombo porque

os navios são movidos a propulsão e não precisam percorrer o mesmo trajeto das embarcações que eram impulsionadas pelo vento.

O mapa da página 11 do Caderno do Aluno Volume 1, apresenta a extensão dos territórios coloniais da América luso-espanhola e indica a data de independência de cada um deles. Esse mapa e o que estudamos até agora, poderemos estabelecer relações entre esta extensão e o domínio que Portugal e Espanha exerciam sobre as técnicas de navegação. Espanha e Portugal foram pioneiros e ocuparam as maiores extensões territoriais por apresentarem condições políticas favoráveis à realização da expansão ultramarina (unificação da nação em torno do rei, o maior financiador das expedições marítimas) e acumularem conhecimentos preciosos dos “segredos do mar”.

Lendo o seguinte texto:

Os ventos alísios bombeiam água, sem parar, do Atlântico central para o Golfo do México, o qual, em consequência, é mais alto que o oceano principal. Esse enorme corpo d’água tem uma saída de superfície – os estreitos entre a Flórida, de um lado, e Cuba e as Bahamas, do outro. Através dessa saída, a água se lança como um bando de garanhões selvagens soltos de um curral. Não admira Ponce de Leon descobrir que estava andando para trás apesar de um vento que tentava levá-lo para a frente, perto da atual Miami, num braço de terra que ele chamou de Cabo das Corrientes. Seis anos depois da descoberta de Ponce de Leon, seu piloto, Antônio de Alaminos, navegando das Antilhas para a Espanha, passou não ao sul de Cuba, como era habitual, mas ao norte e através dos estreitos da Flórida, aproveitando o enorme impulso da Corrente do Golfo para atirar seu navio à latitude dos ventos de oeste. Essa inovação completou o desenvolvimento da rota clássica da Península Ibérica à América e vice-versa.

Em um planisfério, acompanhando a rota seguida por Antônio de Alaminos, podemos explicar qual foi sua “inovação” em relação à rota clássica estabelecida poucos anos antes, por Cristóvão Colombo.

A rota clássica das Antilhas à Europa estabelecida por Cristóvão Colombo passava entre as ilhas de Cuba e Hispaniola (ilha que hoje abriga dois países – a República Dominicana e o Haiti), seguindo então em direção ao norte, até atingir latitudes mais altas para “pegar carona” nos ventos de oeste.

Por outro lado, a inovação de Antônio de Alaminos, foi que consistiu em passar ao norte de Cuba, aproveitando o impulso da Corrente do Golfo para atingir a latitude dos ventos de oeste.

Com base no que foi discutido até aqui, faça em seu caderno uma pequena redação que tenha como título “Foi por um acaso que Colombo chegou à América?”. 

Sua viagem foi tormentosa, por mares desconhecidos e debaixo da revolta dos marinheiros. Por fim a 12 de outubro, foram avistadas terras da América. O grito de "terra a vista" partiu da nau Pinta, pelo vigia Rodrigo de Triana.

Colombo, que pensava atingir as Índias pelo Ocidente, chegou por acaso na ilha Guanaani, no arquipélago das Lucaias, a qual Colombo deu nome de São Salvador. A seguir Colombo descobriu Cuba e Haiti que tiveram o nome de Hespaniola.

Colombo voltou à Espanha sendo recebido com honras e festas e nomeado vice-rei das terras descobertas e recebendo o título de Almirante do Mar-Oceano.

Fez mais três viagens: na 2ª descobriu as ilhas de Jamaica e Porto Rico e umas pequenas Antilhas; na 3º viagem chegou à foz do Rio Orenoco e na 4ª viagem descobriu as costas de Honduras e Panama. Porém, perseguido pelos invejosos, foi preso, morrendo no convento de Valadolid na Espanha em 1506, pobre e esquecido.

Colombo pensou ter chegado às Índias e Américo Vespúcio, um grande navegador, provou seu erro. Em sua homenagem, as terras receberam o nome de América. O maior perseguidor de Colombo Francisco Bobadilha.

http://alcileneresponde.blogspot.com/2011/02/descoberta-da-america.html

Considerando o mapa da página 13 do caderno do Aluno Volume 1, qual alternativa identifica corretamente o fenômeno natural que conduziu o vidro?

a)-A corrente marítima Norte Atlântica, uma extensão da Corrente do Golfo.

b)-A alternância de marés entre o continente americano e a Europa.

c)-Os ventos alísios do Atlântico Norte.

d)-Os ventos monçônicos do Oceano Índico.

e)-O deslocamento das massas de ar no Mar Mediterrâneo.

2.-Se o navegador tivesse lançado a garrafa nas coordenadas latitude 10º Sul e longitude 25º Oeste, que país seria o destino mais provável para a cédula de 100 mil cruzeiros? Por quê?

O  que  eu  APRENDI

Um pouco da história da navegação mundial, período em que a s tecnologias que atualmente conhecemos não existiam. A Técnica sim, era usada, mas de acordo com os conhecimentos disponíveis. Aprendemos que as representações cartográficas não tinham comprovação científica, as primeiras foram elaboradas de acordo com o sentimento ou costumes cristãos da época. Aos poucos foram sendo aperfeiçoados, e dados mais confiáveis sendo inseridos nos mapas, assim mesmo, muitos ainda duvidosos, pois eram baseados em relatos de viajantes, muitas vezes passados de um para outro.

Aprendemos também que o termo globalização não é tão atual como imaginamos, tem suas raízes no período em que o homem começou a explorar mundos desconhecidos, para a conquista de novos territórios ou para a expansão comercial, principalmente nas grandes navegações.

Aprendemos ainda que o homem, apesar de ter o oceano como seu grande desconhecido, foi também o meio natural mais utilizado e que proporcionou o desenvolvimento. Alguns rios também foram de grande importância no desenvolvimento de várias sociedades. Até hoje as margens de rios e os litorais dos mares e oceanos são áreas de maior concentração humana.

Os mapas são a mais antiga representação do pensamento geográfico. Registros que mostram que eles existiam na Grécia antiga e no Império Romano, entre outras civilizações da Antiguidade. Os primeiros eram feitos de madeira, esculpidos ou pintados, ou desenhados sobre a pele de animais. Suas funções incluíam conhecer as áreas dominadas e as possibilidades de ampliação das fronteiras, demarcar territórios de caça e representar a visão de mundo que esses povos tinham. "Desde sempre, o homem registra o espaço onde vive. Trata-se de uma necessidade social", explica Marcello Martinelli, professor de Cartografia Estratégica no Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP).

Mais do que uma ferramenta de orientação e localização, os mapas se transformaram num recurso importante para a expansão das civilizações, e o seu desenvolvimento foi colocado a serviço do poder. Eles foram fundamentais para a definição de estratégias militares e para a conquista de outros povos. Na época das grandes navegações e dos descobrimentos marítimos (entre os séculos 15 e 16), por exemplo, os cartógrafos estavam presentes em cada expedição realizada. Sua função não era exatamente ajudar na localização, mas registrar e tornar pública a descoberta de novos territórios.

A cartografia nunca foi uma ciência neutra, que representa exatamente o espaço ou a realidade. Por trás de todo mapa, há um interesse (político, econômico, pessoal), um objetivo (ampliar o território, melhorar a área agrícola etc.) e um conceito (o direito sobre determinada região, o uso do solo etc.). "O mapa é uma representação adaptada da realidade. Por isso, nunca é isento", diz Carla Gimenes de Sena, doutora em Pesquisa em Geografia e Cartografia da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp), campus de Ourinhos.
 

Fontes:

Caderno do Aluno Volume 1

Caderno do Professor Volume 2

http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-2/historia-mapas-sua-funcao-social-636185.shtml

https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/descoberta-da-america-as-viagens-de-cristovao-colombo.htm

Professor: Luiz Maximo Calegari

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