Luiz M. Calegari

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MATRIZES ENERGÉTICAS: DA LENHA AO ÁTOMO - Aprendizagem 6  -  8° Ano 

A energia pode ser definida como a capacidade de realizar trabalho ou de transferir calor. Nas sociedades humanas, a energia teve origem na forma endossomática, ou seja, aquela que chega através de cadeias ecológicas. A fonte primária da energia dessas cadeias é o sol, ao iluminar, aquecer, transferir energia para as águas, formando nuvens e chuvas, e fornecer energia aos vegetais, através da fotossíntese, são várias as formas de uso da energia pelo homem ao longo dos séculos, a partir da utilização direta das formas disponíveis na natureza para satisfação de suas necessidades, passando pela criação de dispositivos mecânicos capazes de converter e multiplicar estas forças em energia útil, até chegar ao ponto em que está hoje,  onde algumas alternativas futuras de suprimento das demandas nas áreas de energia elétrica e transportes estão sendo estudadas.

O gráfico da página 39 do Caderno do Aluno, nos mostra o consumo de energia por habitante  ao longo da história da humanidade. O Consumo de energia sempre foi aumentando conforme os períodos da história, conforme as sociedades foram evoluindo, podem observar ainda que conforme o desenvolvimento se acelera o consumo também e nos casos da indústria e tecnologia é bem maior. Apesar de a tecnologia facilitar nossa vida, não colaborou para a economia de energia. 

Observamos que houve mudanças no perfil de consumo de energia entre a sociedade industrial e a sociedade tecnológica, pois o consumo de energia nas moradias e no comércio, apesar de também ter aumentado, perde importância para o da indústria, da agricultura e dos transportes. É um fato que a tecnologia veio para facilitar a vida do homem, mas o consumo de energia é alto. 

A tabela mostra claramente que o consumo de energia no mundo é muito desigual e o fator predominante é o econômico. As três regiões do globo que mais consomem energia, América do Norte, Europa Ocidental e Europa Oriental mais a Rússia, respectivamente, são regiões de maior desenvolvimento tecnológico e econômico. As Américas do Sul e Central figuram na 5ª posição, perdendo para o Oriente Médio. Essas taxas não refletem a situação social de todos os países que compõem o território, pois sabemos que o IDH, apesar do critério da Renda Per-Capta, em grande parte é desfigurado pela concentração de renda. Basta olharmos para o interior do Brasil, como exemplo, temos vastas regiões de baixíssimo consumo de energia, como parte da Região Centro oeste, da Região Nordeste e a Região Norte, onde milhares de pessoas não tem acesso nem à energia elétrica. E pior, os países ou regiões de maior consumo, as fontes são de combustíveis fósseis que agridem o meio ambiente.

O Gráfico da página 43 do Caderno do Aluno é um retrato da matriz energética mundial, deixa claro que apesar da tecnologia hoje disponível, ainda estamos priorizando a geração de energia através de combustíveis fósseis, representando mais de 80% da produção mundial de  energia.

Sabemos que os combustíveis são altamente poluentes e contribuem para a emissão de gases que provocam o efeito estufa na atmosfera. Além disso, eles são recursos não renováveis, ou seja, o estoque é limitado. Por isso hoje há tantos estudos visando produzir energia de fontes renováveis como: Hídrica, Solar, Eólica, etc.

OP Mundo está dividido entre os principais produtores e os principais consumidores de energia oriundos de fontes não renováveis como os fósseis. Os principais produtores de petróleo do mundo estão localizados no Oriente Médio, seguido da América do Norte (Canadá, Estados Unidos e México), CEI, Leste Europeu, Ásia e Oceania. Os principais consumidores de petróleo do mundo estão localizados na América do Norte, Ásia e Oceania e Europa Ocidental.

Temos regiões de grande produção, mas o consumo é tão alto que não atende a demanda, precisando importar daquelas onde a produção é maior que o consumo. As regiões onde a demanda é maior que o consumo são: América do Norte, situação que se deve principalmente à demanda dos Estados Unidos, e nas regiões da Ásia e Oceania, sobretudo pela demanda de consumo da China.

O Brasil hoje está mais tranquilo, sua produção é maior que a demanda, mas nem sempre foi assim, podemos verificar no Gráfico da página 45 do Caderno do Aluno que na década de 1970, a produção nacional manteve-se estável, apesar de ocorrer crescimento acelerado no consumo de petróleo. Em 1973 e 1979, ocorreram fortes elevações no preço do barril do petróleo, o que provocou uma inversão da curva de consumo no período seguinte. Somente a partir da segunda metade da década de 1990 o consumo tornou a subir, só que, desta vez, acompanhado pelo crescimento da produção nacional de petróleo.

De acordo com essa série histórica, o país caminha para a autossuficiência em petróleo. O que explica esse fato é o crescimento da produção nacional que está associado ao desenvolvimento tecnológico da Petrobras para explorar reservas até então inacessíveis em águas profundas do oceano. Essas bacias petrolíferas têm se mostrado bastante produtivas.

http://www.liberato.com.br/sites/default/files/arquivos/Revista_SIER/v.%2012,%20n.%2017%20(2011)/1.%20Uso%20da%20energia%20ao%20longo%20da%20hist%F3ria.pdf

Fontes:

Caderno do Aluno 1º Semestre

Caderno do Professor 1º Semestre

 

Professor:

Luiz Maximo calegari

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