Luiz M. Calegari

Cada Click é um Mundo

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ANÁLISE CRÍTICA DO PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO

 

O roteiro a seguir foi elaborado para servir de base para a discussão de alguns dos efeitos do processo de globalização. Ele apresenta situações hipotéticas que ajudam a refletir sobre um problema real. Reunidos em grupos, elaborem um texto respondendo às questões propostas nas duas situações.

a)-Situação 1 – Suponha que sua família sobreviva do trabalho na terra, em um país muito pobre, e que obtenha sua renda vendendo alimentos no mercado da cidade mais próxima. Suponha também que esse país receba uma grande quantidade de alimentos doados por um país rico, e que esse alimento seja distribuído entre as famílias que vivem na cidade. O que vai acontecer com sua família? Vai ficar mais fácil ou mais difícil comercializar o produto do seu trabalho no mercado? Quais conseqüências isso pode ter?

As conseqüências para a família não seriam nada boas, a ajuda com doações internacionais iria ajudar, é claro, mas aqueles que compram os alimentos, sua família e outras que vivem da venda do que produzem seriam as prejudicadas uma vez que não teria para quem vender os alimentos produzidos e o prejuízo seria muito grande.

b)-Situação 2 – Suponha agora que sua família seja proprietária de uma pequena fábrica de roupas, também em um país muito pobre. Suponha também que esse país receba uma grande quantidade de roupas doadas por pessoas que vivem em um país rico. O que vai acontecer com sua família? Vai ficar mais fácil ou mais difícil comercializar o produto do seu trabalho no mercado? Quais conseqüências isso pode ter?

Todo industrial sobrevive da venda dos produtos fabricados em suas fábricas, uma doação deste tipo iria inviabilizar o comercio de sua família, ficando sem dinheiro para movimentar sua fábrica de roupa, provavelmente fecharia as portas.

Devemos deixar bem  claro que nem sempre a “ajuda internacional” contribui para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Seria bem interessante se fossem apresentadas alternativas de ajuda mais eficazes, como o compartilhamento de tecnologias agrícolas e industriais que pudessem de fato incrementar o sistema produtivo dos países mais pobres do planeta. Haveria um aumento na oferta do emprego, na melhoria dos salários, e assim, todos sairiam ganhando. As ajudas com doações seja de qual gênero for serão sempre bem vindas em casos emergenciais, como num terremoto de larga escala, onde cidades são quase que totalmente destruídas.

 

Vídeo Camisetas viajando, uma produção da CS Associates EUA, do acervo da TV Escola.

Sinopse

Partindo de uma loja de roupas usadas nos EUA, e chegando até uma distante e desesperada vila de pescadores em Zâmbia, no sudeste africano, o programa investiga o comércio de roupas de segunda mão e examina as crescentes desigualdades entre o primeiro e o terceiro mundo. Tudo começa nas ruas de uma cidade ocidental, onde as roupas são deixadas em caixas para caridade. Depois, são levadas a um distribuidor, que as embarca por tonelada e seguem até a Zâmbia onde um importador as vende a diversos negociantes. http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_zoo&view=item&item_i

Este documentário mostra com a interferência dos países desenvolvidos é nocisa a estrutura econômica de um país, principalmente no caso do documentário, que deixa muito claro como a venda de roupas usadas acabou falindo as empresas textis daquele país. E os próprios operários desempregados acabam tendo como única fonte de renda vender essas roupas usadas.E a dívida com o FMI acelera mais a destruição da sociedade, pois o governo tem que pagar dívidas que nunca acabam e o dinheiro que deveria ir para projetos socias, escolas, criação de empregos entre outras investimentos no país vão para os países desenvolvidos que emprestaram o dinheiro.

Ana.

https://eadunesporion.wordpress.com/2012/06/08/documentariocamisetas-viajando-a-historia-de-roupas-de-2a-mao-e-a-divida-do-terceiro-mundo/

 

1)-Descreva o caminho das roupas doadas à Zâmbia pelos Estados Unidos.

Em várias cidades estadunidenses há um sistema de coleta de roupas usadas, estimulado pela ação social de ajuda humanitária. Essas doações são armazenadas em galpões e empacotadas em fardos. A partir daí, organiza-se uma cadeia de distribuição mundial que envolve muitos interesses econômicos. Na Zâmbia, esses fardos são comprados por comerciantes locais que vendem as roupas usadas em feiras livres.

 

2)-Por que as pessoas que vestem essas roupas não têm outra opção?

O vídeo mostra que a população da Zâmbia nem sempre dependeu das doações da sociedade estadunidense para se vestir. Na década de 1970, sua indústria têxtil era forte e a economia nacional muito mais diversificada, sustentada pela renda gerada pela exploração do cobre. Com o processo de independência, o país buscou o financiamento de seu desenvolvimento com recursos externos, mas o aumento do preço do petróleo, produto importado pelo país, e a desvalorização do cobre, matéria-prima exportada, desencadearam um colapso da economia nacional, com o fechamento das indústrias e a disseminação do desemprego, da pobreza e da fome. No caso dos têxteis, as doações ajudaram a piorar a situação econômica do país, pois é impossível competir com as mercadorias que chegam à Zâmbia por preços irrisórios. Como resultado, as pessoas não têm muitas opções para a compra de alimentos, roupas e outros produtos de necessidade básica.

 

3)-Qual é o sonho de consumo que essas roupas despertam nas pessoas que as vestem?

Essas pessoas conhecem e valorizam as marcas das roupas. Por conta da mídia, elas reconhecem nas roupas os ídolos estadunidenses do cinema e do esporte. A partir daí, as roupas reforçam nessas pessoas os valores da sociedade estadunidense.

 

4)-Quem narra a história? Qual sua perspectiva de vida? O narrador é crítico ao comércio de roupas usadas?

A história começa com a narração de uma mulher que desenvolveu trabalho voluntário no país e que se interessa pelo destino das roupas usadas, por isso o título “Camisetas viajando”. Nesse percurso, a situação se inverte. Ela encontra Luka, um jovem de 19 anos que procura manter sua família comercializando as “camisetas viajantes”. Ele passa, então, a narrar a história. Luka teve de parar de estudar e assumir a manutenção de sua família. Apesar de não acreditar numa possível mudança de seu país, ele sonha em ter uma casa com luz elétrica, completar os estudos dos seus irmãos e comprar um carro para transportar as roupas com mais facilidade.

Fonte: Caderno do Professor 1° Semestre

Leitura e Análise de texto

Leia o texto a seguir:

1.-A maior parte da ajuda financeira que os países pobres da África recebem provém dos países ricos da Europa. No entanto, a ideia bastante difundida de que a Europa está ajudando o desenvolvimento da África não corresponde à realidade.

2.-Somente alguns países europeus, principalmente os nórdicos, atendem aos objetivos fixados pela ONU, que estipulam que 1% da renda dos países ricos deve ser destinada à ajuda aos países pobres.

3.-Mesmo quando existe, a ajuda é, na maior parte das vezes, interesseira. O país “doador” obriga os países que recebem os benefícios a gastar parte da ajuda adquirindo seus próprios

bens e serviços, ampliando o acesso de seus produtos aos mercados africanos.

4.-Muitas vezes, a ajuda é complementada com empréstimos, sobre os quais são cobradas taxas de juros mais baixas do que as vigentes no mercado financeiro. Mesmo assim, em muitos países africanos os juros sobre as dívidas já contraídas são maiores do que a soma da ajuda e dos novos empréstimos concedidos. Quando isso ocorre, o país “beneficiário” transfere ao país “doador” uma quantia maior do que recebeu, tornando-se cada vez mais pobre.

Fonte: LEMARCHAND, Philippe (Dir.). L’Afrique et l’Europe: atlas du XXe siècle. Paris: Editions Complexe, 1994. p. 83.

De acordo com o texto, a Europa não está efetivamente ajudando a África em seu caminho para o desenvolvimento. Quais os argumentos usados para sustentar essa idéia?

De acordo com o texto, a maior parte dos países europeus não respeita as metas estabelecidas pela ONU no que diz respeito à ajuda internacional. Além disso, muitas vezes os países doadores atrelam a ajuda aos seus interesses comerciais e financeiros. Assim, os juros sobre as dívidas que os países africanos são obrigados a pagar costumam ser ainda maiores do que a ajuda internacional.

Lição de Casa

 

a)-Globalização

Podemos dizer que é um processo econômico e social que estabelece uma integração entre os países e as pessoas do mundo todo. Através deste processo, as pessoas, os governos e as empresas trocam idéias, realizam transações financeiras e comerciais e espalham aspectos culturais pelos quatro cantos do planeta.

O conceito de Aldeia Global se encaixa neste contexto, pois está relacionado com a criação de uma rede de conexões, que deixam as distâncias cada vez mais curtas, facilitando as relações culturais e econômicas de forma rápida e eficiente.

 

b)-Ajuda financeira internacional

Ajuda financeira internacionalé umempréstimofeito por bancos ou organismos internacionais, ou até mesmo países, a outras instituições externas ou governos. Geralmente, a ajuda financeira internacional ocorre quando um país ou organização está em crise, então realiza-se um empréstimo com cobranças de juros como pagamento.

Na história, diversos países já necessitaram de ajuda financeira internacional, como Portugal, Grécia, e até mesmo o Brasil, que passou muitos anos pagando sua dívida ao FMI, por uma ajuda financeira. Para o FMI aprovar a ajuda, é necessário que os países membros votem, mas como é interesse de todos os membros que a economia mundial esteja estabilizada, normalmente não há dificuldades para essas ajudas financeiras acontecerem.

 

c)-Mercado financeiro

O mercado Financeiro é um sistema de compra e venda de mercadorias, valores mobiliários, ações, títulos, produtos agrícola e industriais de todos os tipos e formas, bem como a negociação de serviços de forma geral. Há mercados gerais, onde é negociado uma grande variedade de produtos, e os específicos onde apenas um item, ou conjunto seja negociado. Há normas gerais e especificas para regulamentar o mercado que são editadas geralmente pelo governo Federal. Estados e Municipios também editam normas em suas jurisdição, mas desde que em sintonia com as normas gerais que regem a economia do país.

Fontes:

Caderno do Aluno 1° Semestere

Caderno do professor 1° Semestre

http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_zoo&view=item&item_i

https://eadunesporion.wordpress.com/2012/06/08/documentariocamisetas-viajando-a-historia-de-roupas-de-2a-mao-e-a-divida-do-terceiro-mundo/ 

 

Professor:  Luiz Maximo Calegari

 

 

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