Luiz M. Calegari

Cada Click é um Mundo

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O MUNDO E SUAS REPRESENTAÇÕES - APRENDIZAGEM 5 – 6º Ano – 1º Semestre

 

Todo cidadão deveria conhecer o mapa do local, do município onde mora, isso é de relevante importância porque queira ou não, ao sair de suas casas todos traçam um mapa mental do percurso que fará naquele momento, dia, ou maiores períodos.

 

Os mapas servem para representar territórios, nosso país, a América, o mundo, o que se tem no mundo real de forma espacial, permitindo uma visualização das informações e dos aspectos de uma determinada região, sem a necessidade de ir ao lugar estudado, por exemplo.Os mapas servem de guia para as pessoas acharem o endereço que desejam, além dos rumos, onde fica o norte, por exemplo, se determinado local esta perto ou longe, são muitas as finalidades de um mapa, são bastante úteis e, desde muito tempo, está presente representando o nosso mundo.

 

Aeroportos, estações de trem, de metrô e rodoviárias costumam fornecer a seus usuários mapas das regiões onde se situam, porque se trata de uma ferramenta de localização de fácil interpretação. Assim, o mapa consiste num recurso muito útil para quem precisa se locomover rapidamente ou está em um local que não conhece.

 

Um dos elementos importantes da qualidade de uma residência é sua localização. Bairros com boa infraestrutura valorizam as moradias. Os vendedores de imóveis fazem mapas nas propagandas para valorizar as localizações dos bens que estão vendendo. Além disso, é preciso que o interessado saiba chegar ao imóvel. Jornais e a internet costumam inserir mapas em seus anúncios de imóveis e, muitas vezes, esses anúncios são distribuídos em locais de grande circulação de pessoas. Vale a pena destacar que, na tentativa de valorizar os empreendimentos imobiliários, os anúncios apresentam mapas – croquis, em sua maioria – que contêm exageros no uso das referências. Essas representações, por exemplo, demonstram o empreendimento como se fosse mais próximo de referências estratégicas do que são na realidade.

 

Com as novas tecnologias presentes em nosso dia a dia algumas pessoas pensam que os mapas estão deixando de ser utilizados, sendo substituídos pelos GPS, telefones celulares, radares, mas, estes equipamentos quando mostram determinados locais se utilizam de mapas.

 

-Os povos indígenas da América do Norte desenhavam em peles de animais ou em cascas de árvores uma espécie de zoneamento do território no qual viviam, identificando as áreas de pesca, de caça e de coleta de alimentos.

-Os povos nômades que viviam em deslocamento pelo deserto do Saara, como os tuaregues, costumavam gravar nas pedras as suas constantes rotas.

-Os habitantes originais das Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, orientavam-se nos mares usando curiosos mapas de bambu, como o mostrado na Figura.

Esses bambus entrecruzados eram cartas marinhas que os nativos confeccionavam e deixavam estendidas em suas embarcações. As varetas representavam a direção das ondas nos arredores dos arquipélagos, enquanto as pedras marcavam a posição das ilhas.

 

Podemos destacar a importância dos mapas observando as duas figuras deste capítulo, do trecho chamado Rio-São Paulo, onde a primeira figura é uma imagem de Satélite e a segunda um mapa, ou seja, uma representação cartográfica, note que até a escala é a mesma.

 

No mapa, escolheu-se representar as estradas, mas decidiu- se não representar, por exemplo, as redes de fios de eletricidade nem o volume de população que habita essa localidade.

 

Todo mapa é assim – sempre uma seleção de fenômenos. Mesmo aqueles mapas que parecem representar tudo não conseguem essa façanha. Esse é o caso da denominada carta topográfica.

 

Analisando o mapa notamos que são visíveis as cidades representadas por diversos símbolos conforme seu tamanho. As cidades menores são bolinhas pretas, as maiores, grandes metrópoles, são quadrados pretos. Também são visíveis as redes de transportes, em especial rodovias. Isso é o principal.

 

As duas maiores regiões metropolitanas do Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) estão representadas no mapa por quadrados pretos, bem visíveis. Na imagem de satélite as duas metrópoles aparecem em áreas bem marcadas por uma tonalidade de vermelho. São Paulo é maior que o Rio de Janeiro, conforme mostra a imagem.

 

Dá para notar, além das metrópoles, diferentes situações espaciais, alternando formações naturais e realidades geográficas construídas pelo ser humano, como represas,(por exemplo, a que está situada próxima à cidade de Paraibuna).

 

As duas figuras representam a mesma área, mas com inúmeras diferenças como:no mapa estão selecionados alguns elementos que se quer mostrar: as cidades (de acordo com seus diversos tamanhos), as rodovias etc. Para representar esses elementos são utilizados símbolos que, como tais, são mais visíveis no mapa. A imagem de satélite, por sua vez, não tem símbolos; é como uma fotografia da Terra. É mais difícil de interpretar, mas a dimensão geográfica dos fenômenos está mais próxima da realidade. As imagens de satélite servem (entre outros usos) para que, a partir delas, confeccionem-se mapas. Estes últimos usam linguagem apropriada e destacam fenômenos específicos, conforme os objetivos de seu autor. Assim, mapas e imagens de satélite não têm a mesma função e, por isso, uns não podem ser substituídos pelos outros. Podem ser utilizados em conjunto ou separados, dependendo da finalidade da observação. Assim, devemos entender que um mapa de uma região não é uma reprodução idêntica da realidade, mas sim um tipo de representação confeccionado com finalidades específicas. Por isso, alguns elementos são destacados em um mapa, enquanto outras características da realidade são omitidas, algo que não ocorre, por exemplo, em uma imagem de satélite, que reproduz os fenômenos geográficos de maneira mais próxima da realidade.

 

FONTES:

Caderno do Aluno Volume 1

Caderno do Professor Volume 2

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